
Terminei de ler "Paula". Foi uma viagem intensa, que me ensinou muito sobre a história do Chile e me levou a pensar em questões importantes como amor, família, vida e morte.
A última epifania vinda desse livro está em um trecho no qual Isabel Allende fala sobre o amor:
"Tal vez estamos en el mundo para buscar el amor, encontrarlo y perderlo, una y otra vez. Con cada amor volvemos a nacer y con cada amor que termina se nos abre una herida. Estoy llena de orgullosas cicatrices".
Também estou cheia de cicatrizes. De algumas não me orgulho tanto. Talvez ainda não tenha chegado o tempo. Acho que enquanto as cicatrizes ainda dóem, tendo a sentir vergonha por ter me machucado. Como uma criança que caiu, ralou o joelho e esconde do pai por saber que vai levar bronca. Outras, já bem fechadas, eu mostro nas rodas de amigos, viraram causos que são motivos de risada. Algumas, mais profundas, ficam escondidas em lugares que só eu vejo. Mas que quando olho, me enchem de orgulho por serem parte do que sou, por terem me feito crescer. Sou grata por cada ferida que se abriu, porque me fizeram mais humana. Sim, o sofrimento me torna mais gente. Juliana, de carne e osso.
2 comentários:
Puxa vida... gostei de ter lido isso. Gostei mesmo. Bjo!
Lindo. Espero conseguir conviver bem com as minhas. Estou tentando. Veremos! Beijo.
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